Curta-metragem · 2024
Entre a memória de Proust e a sombra de Jung

A Cor daLavanda

Uma anatomia cinematográfica de 120 segundos. Quatro fases. Uma ideia que se dissolve no reflexo de um ecrã.

A ideia...
morreu no vidro.|
Manifesto
O filme · 94 segundos

A ideia que morreu no vidro.

Cento e vinte segundos para atravessar a memória, a sombra e a anestesia.
Quatro planos, um corte para negro, um silêncio absoluto.

Iniciar Projecção · 94s
FILME · 1:34
2.39:1 · Cinemascope
Sony a6300
REC
0:00 / 1:34
Plano 01 · Memória
0:00 — 0:45
Plano 02 · Sombra
0:46 — 1:15
Plano 03 · Digital
1:16 — 1:22
Plano 04 · Abismo
1:23 — 1:34
Manifesto

Num espaço tingido de azul-violeta, uma mão eleva uma carta de calibração cromática perante o espelho. A câmara capta a sua própria reflexão.A cor da lavanda não está na parede — reside no gesto preciso de a tentar medir.

A memória involuntária de Proust é o gatilho. A sombra de Jung é o confronto. A tecnologia é a anestesia digital. E o vidro — o vidro é o limite onde a ideia se dissolve, aos 120 segundos, num corte abrupto para o silêncio.

Proust
Memória

O passado escondido fora do intelecto, em algo material.

Jung
Sombra

Aquilo que não desejamos ser — projetado no vidro.

Digital
Anestesia

Substituir o abismo pelo ruído infinito do ecrã.

Anatomia · 94 segundos

Quatro fases. Uma descida.

Do dourado orgânico do poente ao corte abrupto para negro. Cada plano é uma escolha técnica que serve uma degradação narrativa: a passagem da memória à anestesia, da textura ao reflexo, do silêncio ao ruído.[ Clica numa fase para a explorar em profundidade ]

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01
0:00 — 0:45· 45s
Memória · Tempo · Organicidade

O Despertar Analógico

O Amanhecer da Memória

O tempo tinha outra textura.

Plano 1

A luz quente do poente acaricia a textura do papel e da cerâmica. O corpo guarda memórias sensoriais que o intelecto não alcança. Proust dizia que o passado está escondido longe do intelecto, fora do seu império, em algo material que não suspeitávamos. É o despertar da memória involuntária — visceral, analógica.

Câmara
Sony a6300 · Tripé
Lente
Anamórfica 80mm
Temperatura
2000K — 3200K · Poente
Iluminação
Luz natural quente e dourada (Golden Hour)
Som
Silêncio orgânico · Ambiente sutil
Voz
Voz pausada — 20s — verdade analógica
Símbolo
Mãos sobre papel · Cerâmica · Onda dourada
Movimento
Estático — textura do tempo
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02
0:46 — 1:15· 30s
Sombra · Vazio · Isolamento

O Confronto com a Sombra

O Crepúsculo do Ego

Jung avisou-nos: o confronto com a própria sombra é aterrorizador.

Carl Jung

A luz do sol desvanece. A câmara recua num pullback dinâmico, revelando a cadeira vazia — o terreno preparado para a intrusão. A sombra, arquétipo junguiano, é tudo aquilo que não desejamos ser. Os traços reprimidos começam a projetar-se. A tensão entre opostos — consciência e inconsciente — é a condição da individuação.

Câmara
Sony a6300 · Pullback dinâmico
Lente
Anamórfica 80mm · Gimbal
Temperatura
3200K — 4500K · Crepúsculo
Iluminação
Penumbra azulada — luz natural morre
Som
Zumbido grave em crescendo — tensão
Voz
Voz de sombra — 18s — inexorável e pesada
Símbolo
Cadeira vazia · Silhueta · Losango do ego
Movimento
Pullback — recuo para o abismo
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03
1:16 — 1:22· 7s
Digitalização · Anestesia · Fuga

A Anestesia Digital

A Capitulação do Ego

Substituímos o abismo pelo ruído.

Plano 3

A luz azul estéril inunda o ambiente. O smartphone projecta uma sombra subtil que isola. A fuga do ego para a anestesia digital — em vez de descer ao abismo da sombra, sobe-se ao ruído infinito de um ecrã. Aquilo que não desejamos ser é projetado no fluxo digital. O choque de realidades cria um drama de alto contraste.

Câmara
Sony a6300 · Plano médio de perfil
Lente
Sigma 16mm · Mini Softbox
Temperatura
6500K · LED estéril
Iluminação
Luz artificial fria — alto contraste
Som
Choque · Ruído digital invasivo
Voz
Voz fria e anestesiada — 8s
Símbolo
Smartphone · Circuitos · Reflexo no vidro
Movimento
Acelerado — ritmo da distração
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04
1:23 — 1:34· 12s
Reflexo · Desconexão · Silêncio

O Abismo do Vidro

O Desfecho Fragmentado

A ideia... morreu no vidro.

Plano 4

Grande plano extremo da íris, refletindo o movimento frenético e cocofânico das redes sociais em loop. Aos 94 segundos, luz e som cessam instantaneamente. A integração falhou: a memória não se reconciliou com a sombra, e a idea morreu no vidro. O caminho da individuação exige o silêncio absoluto que o digital recusa.

Câmara
Sony a6300 · Extremo close-up do olho
Lente
Sigma 16mm · Macro grande plano
Temperatura
6500K absoluto
Iluminação
Reflexo do feed em loop na íris
Som
Frequência digital frenética — corte abrupto para negro
Voz
Sussurro final — 3s — antes do silêncio total
Símbolo
Olho em loop · Feed · Vidro fragmentado
Movimento
Estático — então corte para negro
Filosofia

Três vozes que se cruzam no vidro.

Proust oferece o gatilho sensorial. Jung desenha o abismo. A tecnologia digital ergue a anestesia. O filme é o lugar onde estas três forças se encontram — e onde a ideia se dissolve.

Fase 1 · O gatilho sensorial

Marcel Proust

1871 — 1922
Memória Involuntária

A memória voluntária é a inteligência escrava do esforço consciente. A involuntária é o acaso sensorial — uma textura, um cheiro, um gesto — que revela a realidade viva do passado sem deformação. O passado está escondido fora do império do intelecto, em algo material que não suspeitávamos.

Cessava de me sentir mediocre, contingente, mortal.

Fase 2 · A descida psicológica

Carl Jung

1875 — 1961
Confronto com a Sombra

A sombra representa o lado obscuro e reprimido da nossa personalidade, mas é também a porta de entrada para a totalidade do si-mesmo. Ninguém se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim tornando a escuridão consciente. O confronto com o inconsciente é o primeiro passo da individuação.

O confronto com a própria sombra é aterrorizador.

Fases 3 & 4 · A capitulação da alma

Anestesia Digital

Século XXI
O Escudo do Vidro

O ecrã tátil (o vidro) serve como uma barreira que anestesia o sofrimento existencial e suspende o confronto com o abismo interior. O indivíduo prefere refugiar-se na distração constante, no feed contínuo e na iluminação estéril de 6500K a encarar a sua própria sombra, resultando no colapso e na morte da ideia.

Substituímos o abismo pelo ruído.

A individuação, segundo Jung

A totalidade exige a integração da sombra. Mas a tecnologia oferece uma via mais fácil — o ruído. E o ruído mata o silêncio que a ideia precisa para nascer.

Por isso a ideia... morreu no vidro.
Mapeamento técnico

A engenharia invisível.

Uma única câmara — Sony a6300 — atravessa as quatro fases.
A lente alarga-se de 80mm anamórfica para 16mm Sigma, e a temperatura de cor sobe de 2000K a 6500K absoluto.
Cada parâmetro é narrativa.

CâmaraLenteTemperaturaIluminaçãoMovimentoSomVozPaleta
Interacção Narrativa

Comparação de Variáveis

Seleciona uma fase para destacar a sua assinatura técnica ou passa o rato sobre os eixos do radar para ler as especificações.

Temperatura de cor · Progressão
2000K → 6500K absoluto
2000K · Poente3200K · Crepúsculo6500K · LED6500K · Absoluto
Suite de Gradação · Cor e Calibração

A calibração do plano. Do LOG à Lavanda.

Experimenta a ferramenta de colorista.
Arrasta a barra vertical no centro para ver o perfil bruto da câmara (LOG) contra a gradação final (Rec.709), ou ajusta os parâmetros de cor.

LOG profile
RAW LOG · FRAME 01
Graded profile
Rec.709 · DI COLOR GRADE
SCOPE: VECTORSCOPE ACTIVELUT: LAVANDA_2383_REC709.cubeFRAME: 01 / 07
Osciloscópio / Vectorscope
RMBCGY
Painel de GradaçãoAjustes da Atmosfera
Bal. Temperatura0 (Rec.709)
Contraste100%
Saturação100%
Galeria · Quadros de referência

Onde a cor se torna atmosfera.

O estúdio doméstico, o linho bordado, a carta de cores.
Cada quadro é um manifesto: a lavanda não está na parede — está no gesto de a tentar medir.

A Flor e a Memória
Plano 01 · 0:00 — 0:45 · Memória

A Flor e a Memória

A lavanda selvagem cresce na duna sob a luz suave do poente. É a âncora sensorial da primeira fase — a memória involuntária de Proust antes da intrusão digital.

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O Despertar da Sombra
Plano 02 · 0:46 — 1:15 · Sombra

O Despertar da Sombra

Grande plano dos olhos fechados com maquilhagem violeta. O crepúsculo do ego, onde a perceção interna se desvia do mundo físico para encarar o inconsciente.

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O Toque Analógico
Plano 03 · 0:46 — 1:15 · Transição

O Toque Analógico

A mão repousa sobre a mesa de linho bordado ao lado de um caderno em branco. A última ligação tátil e orgânica com o tempo e a matéria real antes da transição.

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A Anestesia Digital
Plano 04 · 1:16 — 1:22 · Digital

A Anestesia Digital

A luz fria do ecrã do telemóvel inunda o rosto e o ambiente em tons de azul elétrico. A capitulação do ego e a fuga da sombra junguiana para o ruído do vidro.

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O Abismo do Vidro
Plano 05 · 1:23 — 1:34 · Abismo

O Abismo do Vidro

Grande plano do perfil, absorvido pelo brilho estéril do smartphone. O feed de redes sociais consome a atenção até ao corte abrupto para negro e silêncio aos 94s.

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A Introspeção do Vidro
Plano 06 · 1:16 — 1:22 · Absorção

A Introspeção do Vidro

A luz azul do ecrã esculpe o rosto na escuridão. O sujeito é capturado pelo reflexo luminoso, numa perda progressiva de contacto com o real.

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O Abismo na Córnea
Plano 07 · 1:23 — 1:34 · Colapso

O Abismo na Córnea

Grande plano macro do olho. A imagem refletida na córnea é o próprio ecrã — a ideia que morre aprisionada no vidro aos 94 segundos.

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A Flor e a Memória
Plano 01 · 0:00 — 0:45 · Memória

A Flor e a Memória

A lavanda selvagem cresce na duna sob a luz suave do poente. É a âncora sensorial da primeira fase — a memória involuntária de Proust antes da intrusão digital.

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O Despertar da Sombra
Plano 02 · 0:46 — 1:15 · Sombra

O Despertar da Sombra

Grande plano dos olhos fechados com maquilhagem violeta. O crepúsculo do ego, onde a perceção interna se desvia do mundo físico para encarar o inconsciente.

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O Toque Analógico
Plano 03 · 0:46 — 1:15 · Transição

O Toque Analógico

A mão repousa sobre a mesa de linho bordado ao lado de um caderno em branco. A última ligação tátil e orgânica com o tempo e a matéria real antes da transição.

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A Anestesia Digital
Plano 04 · 1:16 — 1:22 · Digital

A Anestesia Digital

A luz fria do ecrã do telemóvel inunda o rosto e o ambiente em tons de azul elétrico. A capitulação do ego e a fuga da sombra junguiana para o ruído do vidro.

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O Abismo do Vidro
Plano 05 · 1:23 — 1:34 · Abismo

O Abismo do Vidro

Grande plano do perfil, absorvido pelo brilho estéril do smartphone. O feed de redes sociais consome a atenção até ao corte abrupto para negro e silêncio aos 94s.

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A Introspeção do Vidro
Plano 06 · 1:16 — 1:22 · Absorção

A Introspeção do Vidro

A luz azul do ecrã esculpe o rosto na escuridão. O sujeito é capturado pelo reflexo luminoso, numa perda progressiva de contacto com o real.

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O Abismo na Córnea
Plano 07 · 1:23 — 1:34 · Colapso

O Abismo na Córnea

Grande plano macro do olho. A imagem refletida na córnea é o próprio ecrã — a ideia que morre aprisionada no vidro aos 94 segundos.

➔ Clicar para expandir
Pairar para pausar · Clicar para expandir em grande
Os quatro mapas conceptuais
A Linha de Pensamento
Mapa 01

A Linha de Pensamento

Anatomia Cinematográfica de 120 Segundos

O mapa-mãe. Relação técnica e narrativa entre diálogos, iluminação e composição visual em cada plano.

Entre a Memória e a Sombra de Jung
Mapa 02

Entre a Memória e a Sombra de Jung

Proust × Jung · Quatro Fases

O cruzamento filosófico. A memória involuntária de Proust como gatilho para a emergência da sombra junguiana.

Mapeamento Técnico
Mapa 03

Mapeamento Técnico

Câmara · Lente · Luz · Som · Montagem

A engenharia invisível. Cada escolha técnica serve a degradação narrativa de orgânico a estéril.

Síntese
Mapa 04

Síntese

Mapa da Evolução Sonora e Narrativa

A partitura final. A degradação: memória → tensão → anestesia → colapso. A ideia morre no vidro aos 120s.

Evolução sonora

Do silêncio orgânico ao corte para negro.

A onda sonora acompanha a degradação narrativa.
Ondas suaves e amareladas cedem ao zumbido grave, depois ao ruído digital, e por fim ao colapso fragmentado — antes do silêncio absoluto aos 120 segundos.[ Clica numa secção de ondas para ouvir uma amostra ]

0:000:461:161:231:34 · corte
Fase 1
Analógico

Ondas suaves — silêncio orgânico, ambiente sutil

Fase 2
Tensão

Ondas agitadas — zumbido grave em crescendo

Fase 3
Digital

Ondas frias — choque e ruído digital invasivo

Fase 4
Colapso

Ondas fragmentadas — frequência frenética, corte para negro

Corte para negro · 120s
Silêncio absoluto.
Nos bastidores · O processo

Como nasce uma ideia que morre no vidro.

Filmar com limitações extremas de espaço, tempo e equipamento obriga a que cada milissegundo de luz, lente e som sirva um propósito filosófico e estético.

Conceito
Etapa 01

Conceito

A tensão Proust × Jung como motor narrativo. A busca da memória involuntária confrontada com a sombra do ego.

Pré-produção
Etapa 02

Pré-produção

Mapeamento detalhado de 4 fases narrativas e técnicas, traduzidas numa paleta cromática oklch específica.

Rodagem
Etapa 03

Rodagem

Gravação em estúdio doméstico usando a Sony a6300, combinando iluminação natural (golden hour) e LEDs artificiais.

Montagem
Etapa 04

Montagem

A transição de ritmos visuais e a degradação sonora em 4 fases, culminando no corte seco para negro aos 120 segundos.

Storyboard

Aguarelas Originais

Os esboços conceituais foram pintados à mão em aguarela, capturando a transição das tonalidades analógicas (pele e linho) até ao abismo frio e digital do ecrã.

O Toque Analógico (Fase 1)

O Toque Analógico (Fase 1)

Estudo da textura da pele e a relação com o linho orgânico.

A Anestesia Digital (Fase 3)

A Anestesia Digital (Fase 3)

Estudo do perfil iluminado pelo brilho monocromático e estéril do ecrã.

O Abismo na Córnea (Fase 4)

O Abismo na Córnea (Fase 4)

Estudo macro da íris refletindo a cacofonia visual das redes sociais.

Ficha Técnica

Especificações e Créditos

Cada componente técnico foi selecionado para mapear fisicamente a degradação da memória orgânica em direção ao vazio anestesiado do ecrã digital.

CâmaraSony a6300
LentesAnamórfica 80mm · Sigma 16mm
Formato2.39:1 Cinemascope
Duração120 segundos
Cromia2000K → 6500K absoluto
SomSilêncio orgânico → Ruído digital
Equipamento · Arsenal cinematográfico

As ferramentas que traduzem o invisível.

Cada peça de equipamento foi escolhida não apenas pela sua capacidade técnica, mas pelo seu carácter estético — a forma como cada lente respira, como cada microfone escuta o silêncio.

Corpo de Câmara

Sony Alpha 6300

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Sony Alpha 6300
Sensor APS-C 24.2 MP
4K UHD (Super 35mm)
425 pontos AF fase
S-Log2 / S-Log3
ISO 100–25600

Corpo principal. O sensor Super 35mm com S-Log3 permite capturar o máximo de informação dinâmica para a gradação cromática em pós-produção, essencial para a transição progressiva 2000K→6500K do filme.

Lente Zoom

Sony G 18–105mm f/4 OSS

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Sony G 18–105mm f/4 OSS
18–105mm (27–158mm equiv.)
f/4 constante
OSS — estabilização óptica
Servo zoom interno
Motorização silenciosa

Lente de serviço. A abertura constante f/4 ao longo de todo o alcance focal garante exposição consistente durante movimentos de zoom lento, fundamentais nas transições entre fases.

Lente Grande Angular

Sigma 16mm f/1.4 DC DN

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Sigma 16mm f/1.4 DC DN
16mm (24mm equiv.)
f/1.4 máxima
Série Contemporary
Bokeh cremoso circular
Motor AF HSM silencioso

Olho interior. A abertura f/1.4 isola o sujeito do fundo com um desfoque orgânico e quente — a linguagem visual da Fase 1 (Memória), onde a nitidez se dissolve como uma recordação.

Lente Vintage Modificada

Helios 44-2 Anamórfica Mod.

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Helios 44-2 Anamórfica Mod.
58mm f/2 (M42)
Mod. anamórfica artesanal
Flares horizontais ovais
Swirl bokeh característico
Construção totalmente manual

A alma do filme. Modificada artesanalmente para produzir flares anamórficos horizontais e o icónico bokeh em espiral — cada imperfeição óptica serve como metáfora da memória distorcida.

Gimbal / Estabilização

Zhiyun Weebill-2

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Zhiyun Weebill-2
3 eixos de estabilização
Ecrã táctil integrado 2.88"
Carga máxima 3.2 kg
9h autonomia
Modos: POV, Vortex, GO

Fluidez cinematográfica. A estabilização de 3 eixos transforma movimentos manuais em travellings suaves, permitindo planos-sequência contínuos que sustentam a tensão narrativa sem cortes.

Iluminação Principal

Softbox LED

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Softbox LED
Painel LED bi-color
2700K–6500K ajustável
CRI 95+ fidelidade
Difusor de seda duplo
Dimmer contínuo 0–100%

Escultura de luz. O espectro bi-color (2700K–6500K) mapeia fisicamente a transição cromática do filme — começando no âmbar quente da memória e terminando no azul clínico do digital.

Controlo de Luz

Reflectores 5-em-1

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Reflectores 5-em-1
5 superfícies: ouro/prata/branco/preto/difusor
110cm diâmetro colapsável
Preenchimento e recorte de luz
Zero consumo elétrico
Portátil e dobrável

Arquitectura da sombra. Os reflectores dourado e preto são os mais usados — o ouro aquece e preenche as sombras suaves da Fase 1, o negro as aprofunda na Fase 2 (Sombra).

Microfone Direccional

Sennheiser MKE 200

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Sennheiser MKE 200
Cápsula supercardióide
Montagem anti-choque interna
Saída TRS 3.5mm
Corpos de alumínio/aço
Windscreen de espuma incluso

O ouvido do silêncio. Captura a textura acústica do ambiente — respirações, fricção de tecido, o quase-silêncio orgânico — que depois é progressivamente destruído na pós-produção.

Monitorização

Monitor de Campo 4K Sony

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Monitor de Campo 4K Sony
5" IPS 4K
Resolução 1920×1080
Peaking / Zebra / False Color
Waveform / Histograma
HDMI passthrough

Verdade visual. O monitor externo com ferramentas de exposição (zebra, waveform) garante que cada frame mantém a informação necessária nos extremos — essencial quando se filma em S-Log.

Pós-Produção · O laboratório digital
DaVinci Resolve
Pós-Produção & Gradação

DaVinci Resolve

Perfil de FilmagemCine4 Color PRO
Espaço de CorS-Log3 → Rec.709
GradaçãoDaVinci Resolve — Color Wheels + Curves
MontagemDaVinci Resolve — Cut/Edit Page
ÁudioDaVinci Resolve — Fairlight
Entrega FinalH.265 4K · 24fps · 2.39:1 Cinemascope

O único software de pós-produção. Do corte à gradação, do som à exportação final — tudo acontece dentro do DaVinci Resolve. O perfil Cine4 Color PRO capturado na câmara é o ponto de partida para a transformação cromática completa do filme.

Síntese · 94s
A integração falhou.

A ideia...
morreu no vidro.

Proust
Memória
gatilho
Jung
Sombra
confronto
Digital
Vidro
anestesia

A individualização exige o silêncio que o digital recusa.
A tecnologia não matou a ideia — matou o silêncio de que ela precisava para nascer.

Ficha Técnica e Produção
Realização e Conceito

Ivo Garcia

Responsável pela visão artística e direção técnica da curta-metragem.

Colaboração

Cátia Geraldes

Atriz principal, assistência técnica e colaboração criativa fundamental.

Escola
IPCI - Instituto de Produção Cultural e Imagem

Curso Básico de Vídeo

2026